O Sangue dos Mortais
O Sangue dos Mortais


FICHA TÉCNICA:
O Sangue dos Mortais

ISBN 978-65-990162-7-1

Escritor: Giancarlo Marzano
Ilustrador: Tommaso Bianchi

Capa: Aldo Di Gennaro

Editor / tradutor: Alex Magnos

Gênero: ficção histórica & fantasia

País de origem: Itália

Data de Publicação: 2021

Formato: fumetto, 16x21cm, P&B

Capa cartão 250g
Miolo pólen 80g, 140 páginas

Tipo: graphic novel / volume único

O Sangue dos Mortais

O Sangue dos Mortais

Quadrinhos italianos
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Publicada originalmente no número 58 da série Le Storie, esta graphic novel reconta a história da Guerra de Troia de um ponto de vista atualizado e bastante original e interessante o que, por si só, já justifica plenamente sua leitura.

Escrita por Giancarlo Marzano (roteirista de Dylan Dog) com arte de Tommaso Bianchi, em sua estreia na editora Bonelli. O autor nos oferece um sólido arquétipo do conflito imortal por meio dos dois jovens protagonistas: Isandro e Euristea. O primeiro é um mirmidão, um membro daquela população mítica da Tessália, cujo exército foi conduzido à Troia por seu próprio rei Aquiles. A segunda é uma jovem esposa e mãe troiana que encontramos pela primeira vez contemplando do alto das gigantescas muralhas de sua cidade, enquanto seu marido se destaca na batalha contra os aqueus.

À medida que a guerra se desenrola ao longo de seus famosos dez anos, decepções, infortúnios e luto recaem sobre as populações e seus exércitos, os dois protagonistas (devido à uma sensibilidade mais próxima da nossa (moderna) do que da do grego antigo) adquirem uma consciência crescente não só do horror por trás desse conflito (um elemento que também está presente em Homero), mas também da ambiguidade por trás do rótulo de "herói".

Esta reinterpretação moderna da Guerra de Troia não visa reconstruir a dinâmica social ou o ambiente cultural daquele povo, mas unicamente derrubar os valores centrais do "guerreiro" de todos os tempos: a honra, o valor, o heroísmo, o deus vult das guerras de cada período histórico.

Quanto à arte, o uso expressivo do preto e branco destacam o domínio técnico de Bianchi, cuja interpretação dos personagens e do cenário do mundo homérico oscila entre aspectos gráficos (hoje são clássicos) ligados ao imaginário comum do mundo grego (armaduras elaboradas, ânforas espalhadas por todo o lugar, túnicas bem detalhadas, etc.) e outros (de escravos acorrentados a soldados com elmos emplumados e músculos bem construídos) que lembram não apenas o visual do filme Troia de Wolfgang Petersen (2004), mas também as histórias de Conan, o Bárbaro, ressaltando um tipo de quadrinhos decididamente de fantasia.

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