Entrevista: Massimo Rosi, roteirista de Dark Frontier


Dark Frontier é um dos lançamentos recentes da Red Dragon Comics neste primeiro semestre, Um "western de ficção científica" ambientado em um mundo pós-apocalíptico clássico, no qual Rosi nos apresentará uma história que tem como uma das inspirações o polêmico muro de Donald Trump, entre outras referências dos males sombrios que se acumulam em nossa sociedade. A esperança deste futuro distópico está nas mãos de um casal rebelde (e aqui reside uma ótima curiosidade que veremos mais abaixo). Um roteiro que faria qualquer encontro de Mad Max com Garth Ennis ainda mais empolgante, esta é a primeira definição que me vem à mente para descrever o primeiro capítulo da Dark Frontier.

Para celebrar esse lançamento, batemos um papo exclusivo com seu roteirista: Massimo Rosi.

Olá Massimo, primeiro obrigado por falar conosco e não podemos fugir do básico, como surgiu o desejo de escrever e criar HQs? Conta um pouco da sua carreira.

Eu que agradeço por esta entrevista. Meu amor pelos quadrinhos nasceu quando eu era criança, meu avô era caricaturista e ele sempre me estimulou, fazendo-me ler quadrinhos e ver desenhos animados. Eu lembro de começar primeiro a desenhar, depois contar histórias do jardim de infância. Vamos dizer que eu não posso ficar sem isso, eu sofro de "desordem hipergráfica" (LOL). Eu amo escrever, contando e criando histórias e mundos. No momento, escrevo quadrinhos, histórias, romances e, por enquanto, um curta-metragem.

Qual foi seu primeiro trabalho publicado?

Meu primeiro trabalho eu publiquei sozinho aos 19 anos, foi uma série de fantasia urbana ambientada nos subúrbios de Moscou. Enquanto o que eu considero minha primeira publicação profissional, aconteceu em 2012 com Cheyenne para a Titanium Comics nos EUA. Para eles, escrevi Death Raye, uma aventura de ficção científica estrelada por uma garota desajustada socialmente.

Dark Frontier é seu primeiro trabalho publicado no Brasil? Qual a sensação de chegar num País apaixonado por quadrinhos?

Exatamente! Você sabe, eu venho da Itália, mas nunca ouvi um autor italiano pelo simples fato de que aqui é muito difícil publicar fora de certos círculos e nunca gostei de fazer parte deles. Eu me sinto como um dos personagens de Dark Frontier, um pouco "nômade" ... e a recepção imediata que recebi de vocês brasileiros foi tão confortável, eu imediatamente me senti em casa, e é uma ótima sensação.

Ainda em Dark Frontier, é verda