Mister No Red Dragon Volume 1 - O Retorno do Piloto

Bem-vindos a mais uma resenha, e hoje tenho a honra de reapresentar o retorno do mais querido piloto da Sérgio Bonelli Editore: Mister No. Mas como assim o retorno? Ele já não está sendo publicado no Brasil? Sim e não. Atualmente, o personagem criado por Guido Nolitta tem várias casas, mas apenas com edições especiais como a versão "Ultimate" da Panini ou os Especiale publicados pela Editora 85. Todos com histórias muito boas, mas nenhum deles trouxe histórias do título original, até agora.


Semana passada eu havia apresentado o personagem então não irei desenvolvê-lo mais uma vez, basta saber que suas aventuras se passam nas décadas de 1950 e 1960, um piloto americano que cansou das guerras e foi se exilar na floresta Amazônica. Várias editoras já publicaram aqui no Brasil a série mensal, mas muitas edições ainda são inéditas.



Assim, a Red Dragon começou sua publicação pelas edições italianas 241 a 244 que foi lançada na Itália em 1995 e representa uma revolução na narrativa do personagem focando um público mais novo, mas sem ignorar seu passado. Além de comemorar 20 anos de vida do personagem, as edições são também inéditas no Brasil, e outras mais antigas serão publicadas futuramente pela Red Dragon.


Então vamos para as edições aqui publicadas começando com a história Vento Rubro, que conta com roteiro de Luigi Mignacco e arte de Roberto Diso. Nesse espírito de reinício nos encontramos com o agente de turismo que apareceu na primeira edição do personagem, lá em 1975, falando sobre uma carta recente de Jerry Drake que conta como a vida dele mudou completamente. Tudo por causa de uma indústria química destruída por Jerry e três companheiros, um ataque feito em resposta à ação violenta dos donos que agrediram aldeias próximas para garantir o terreno da indústria, um local sagrado e com sérios risco de poluentes para o entorno.


O problema levantado pelo autor é que a lei não serve para trazer justiça, mas para proteger o interesse de poderosos. Nesse caso a questão vilanesca se amplifica ao destinar a propriedade da indústria à máfia japonesa que manda caçar os terroristas. A partir de então passamos a acompanhar uma caça que vai matar os amigos de Mister No e obrigá-lo a fugir de Manaus, inaugurando uma longa fase com o protagonista ainda mais nômade do que o que conhecíamos até então, sendo perseguido de perto por perigosos inimigos.