• Marcelo Gaudio

O Bárbaro Cimério Conan – O Bárbaro nos quadrinhos – Parte III

Atualizado: há 5 dias

A entrada do Conan na Marvel foi cercada de resistência, havia uma demanda bastante interessada por parte dos fãs em adaptações de personagens mais conhecidos como Tarzan, John Carter e até Senhor dos Anéis. Claro que a obra do Tolkien não foi quadrinizada, pois a família sempre foi muito resistente quanto às adaptações, então a Casa das Ideias começou a arriscar na criação de universos expandidos de vários clássicos literários. Poucos anos mais tarde a editora teria investido inclusive em franquias cinematográficas como Planeta dos Macacos, Star Wars e Indiana Jones.

A versão de uma "Espada e Feitiçaria" ficou a cargo de Roy Thomas que inicialmente tentou trazer o personagem Thongor do Lin Carter, o Conan inicialmente teria sido abandonado inicialmente pois o autor tinha se frustrado ao tentar ler um dos livros do Robert Howard. Porém, devido a entraves de negociação entre o agente literário de Carter e o dono do dinheiro Martin Goodman (editor da Marvel entre 1961 e 1971), a ideia de trabalhar com Thongor foi abandonada.


Roy Thomas então entrou em contato com a Fundação Robert Howard e fechou um acordo com valor acima do estipulado por Goodman. Temendo ser despedido, resolveu assumir os roteiros e a editoração, para cobrir os gastos suplementares em decorrência da necessária contratação de uma equipe maior, pelo menos por algumas edições. Mal sabia ele que ficaria à frente do personagem por duas décadas nos mais diferentes títulos que o Conan ganhou, além de fazer participações pontuais nos anos 1990.

Nessa primeira fase do Conan temos principalmente adaptações dos contos do Robert Howard e algumas histórias inéditas publicadas em Conan the Barbarian. Aqui as histórias foram bastante modificadas em relação à obra original pois Roy Thomas já demonstrava a intenção de criar uma continuidade cronológica similar ao que ocorria com os personagens super heroicos da editora. Barry Windsor Smith assinava a arte que contava com finalização de Sal Buscema, mas o desenhista não foi a primeira escolha, pois Roy pretendia contratar John Buscema ou Gil Kane, ambos caros demais para os padrões de Martin Goodman.

A revista teve uma ótima aceitação entre o público, ávidos por mais histórias do personagem, em quatro anos uma nova revista seria lançada: a Savage Tales. Mais uma aposta arriscada de Roy Thomas, pois passaria a testar um formato maior que o comum para as publicações da editora e em Preto e Branco. As histórias também teriam um teor mais adulto tanto em relação à violência quanto a nudez.


Barry Windsor Smith assumiu a arte, com Gil Kane e Jim Starlin também fazendo suas contribuições pontuais. A revista funcionou como um projeto piloto de periodicidade bimestral, ele durou apenas cinco edições, mas deu início a outra série longeva que foi publicada nos mesmos moldes com o título: a Espada Selvagem de Conan. E desta vez com os desenhos do John Buscema.

As revistas foram publicadas até meados da década de 1990 com vários artistas e roteiristas contando suas histórias nesse tempo. Conan the Barbarian teve 275 números e mais 12 anuais, enquanto Savage Swoard of Conan foi até o número 215. Além de outros títulos paralelos que o longo do tempo fora lançado como Conan Rei, Rei Conan, e diversas séries e minisséries.

Em 1995 o último número de Espada Selvagem foi lançado e sete anos depois o personagem voltaria com um título próprio em uma nova editora: Dark Horse. Fãs do personagem ficam responsáveis por readaptar toda a Era Hiboriana para os leitores do século XXI. E essa nova adaptação ficou à cargo inicialmente de Kurt Busiek, autor já renomado dos quadrinhos, mas que cresceu lendo as aventuras do Cimério na Marvel. Outros roteiristas passam pelo personagem como Timothy Truman, que também contribuiu com os desenhos de algumas edições. Assim como Joe Kubert, Cary Nord e Thomas Yeates.


As leis sobre Direitos Autorais são complexas e contraditórias em diversos países, mas enquanto os direitos do personagem teriam voltado para a Marvel em 2018, no resto do mundo vários países começaram a criar suas versões. Muito da obra original de Robert Howard é possível encontrar no formato digital, reunido e disponibilizado pelo projeto australiano Gutenberg. Além disso, temos a editora francesa Glenát e a italiana Weird Book com séries próprias sendo produzidas e lançadas, esta última responsável pela Rei Bárbaro publicada aqui no Brasil pela Red Dragon Publishing.

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