Um breve panorama de Wilson Vieira

Na história das histórias em quadrinhos, muitos foram os artistas que deixaram sua marca, no entanto, o tempo é sempre inclemente e muitos acabam sendo esquecidos em meio a uma oferta tão grande de títulos diferentes que são mensalmente lançados e vindos de diversas partes do mundo.


Tal fenômeno é natural e acontece por todo o mundo, por isso é importante que algumas editoras pare um pouco e redescubra para que os mais jovens nas aventuras de nanquim descubram histórias perdidas no fluxo do tempo e da memória. Então temos a editora Red Dragon que vem fazendo um interessante trabalho de redescoberta da obra de Wilson Vieira, um quadrinista da velha guarda que, vez ou outra, ainda presenteia os leitores com novos quadrinhos sendo publicados.



A carreira como quadrinista de Wilson Vieira na realidade começou na Itália, local que originalmente foi para estudar história e arqueologia no ano de 1973. No entanto, ele acabou se tornando aprendiz e depois desenhista no estúdio Staff di If, local onde ficou até 1980 quando decidiu voltar para o Brasil. Foi nesse período de apenas sete anos que ele ganhou experiência em títulos importantes como o Pequeno Ranger daquela que futuramente se chamaria Sergio Bonelli Editore, Diabolik na Astorina e até mesmo o Tarzan pela Editrice Cenizio.


Quando retornou para casa decidiu focar seu trabalho nos roteiros e deixar os desenhos para outros artistas, pois nunca se convenceu ser bom o suficiente para fazer carreira com eles. Teve então algumas experimentais com ilustração institucional e editoras que infelizmente não sobreviveram às crises econômicas do pós-ditadura. No entanto, foi nessa época que ele passou escreveu, em 1985, a história Censurado, contando com a arte de Aloísio de Castro, para a edição número 26 da revista Calafrio.



A partir de então ele sua produção no meio das histórias em quadrinhos só cresceu, dentre as quais eu gostaria de destacar aqui nesse texto as revistas Gringo e Cangaceiros - Homens de Couro. Dois projetos fortemente inspirados no western spaguetti e que representam verdadeiras jornadas na vida do autor para conquistar a publicação.


A começar por Cangaceiro que era para ser uma saga épica com mais de duas mil páginas e que infelizmente se resumiu a apenas uma única edição lançada pela editora Cluq. Essa revista foi a única que teve o roteiro quadrinizado e foi feita por outro monstro do quadrinho nacional, o Eugenio Colonese que pago pelo próprio Wilson no ano de 1992. E depois de um